Durante o Agosto Lilás, a Prefeitura de União orienta para o enfrentamento à violência contra a mulher. A campanha busca apresentar os caminhos que podem ser seguidos por mulheres que estejam vivenciando situações de violência e também orientar familiares, amigos, vizinhos e toda a sociedade sobre como agir diante desses casos. No município, secretarias como as de assistência e saúde, entre outras, atuam em conjunto para combater os casos e acolher vítimas.
A violência contra a mulher pode acontecer dentro ou fora de casa e se manifestar de diferentes formas, como violência física, psicológica, sexual, patrimonial e moral. Identificar os sinais e saber onde buscar ajuda são passos importantes para interromper situações de violência e garantir proteção.
Conforme a secretária de assistência social, Lauriane Monção, em União, a rede de atendimento conta com serviços que desempenham diferentes funções no acolhimento, acompanhamento e encaminhamento das mulheres. O Centro de Referência de Assistência Social (CRAS) atua principalmente na prevenção e no fortalecimento dos vínculos familiares e comunitários, podendo orientar e encaminhar as famílias para os serviços adequados.
Já o Centro de Referência Especializado de Assistência Social (CREAS) atende situações de violação de direitos e acompanha casos que envolvem violência e outras situações de risco social, oferecendo orientação, acompanhamento especializado e encaminhamentos dentro da rede de proteção.
A Secretaria Municipal de Assistência Social e Cidadania (Semasc) também tem papel importante na articulação das políticas públicas e dos serviços de assistência social, contribuindo para que as mulheres tenham acesso à orientação, acolhimento e aos encaminhamentos necessários.
Em caso de violência, saiba a quem recorrer
Em situações de emergência ou risco imediato, a orientação é acionar a Polícia Militar pelo 190. O serviço deve ser procurado quando a mulher estiver em perigo ou quando houver necessidade de intervenção policial imediata.
O Ligue 180 é a Central de Atendimento à Mulher. O canal oferece informações, orientações e recebe denúncias relacionadas à violência contra a mulher, auxiliando no acesso à rede de atendimento e proteção.
A mulher também pode buscar a Delegacia de Polícia Civil para registrar a ocorrência e receber orientações sobre as providências legais. Em situações de violência doméstica e familiar, é possível solicitar medidas protetivas de urgência, que têm como objetivo preservar a segurança da vítima e impedir que o agressor continue praticando atos de violência ou se aproxime dela, conforme determinação judicial.
A responsabilidade é de toda a sociedade
O enfrentamento à violência contra a mulher não depende apenas dos serviços públicos. Familiares, amigos, vizinhos, colegas de trabalho e toda a comunidade têm papel fundamental na identificação e no enfrentamento dessas situações.
"Também é fundamental compreender que a responsabilidade pela violência é sempre de quem a pratica. A mulher não deve ser culpabilizada pela agressão que sofreu", completou Lauriane.
Ao perceber sinais de violência, é importante não ignorar o problema. Oferecer apoio, ouvir sem julgamentos e orientar a mulher sobre os serviços disponíveis pode ser decisivo para que ela consiga buscar ajuda.